Que não
pouse, a noite, como um pássaro perdido e sem direção.
Cada palavra
dita pode ser a última a selar esse encontro
A quebrar o
encanto
A perder-se
no meio do caminho.
Caminho não
trilhado, mas que, cuja estrada feita,
Haveria de
trazer a mocidade
A boa idade
Do coração
A ser como
uma bússola que não aponta para o norte
Mas que
acerta na sorte
Na sorte e
na esperança
De não ver
seus dedos novamente se entrelaçando
E o coração
fechado
Escondendo
tão bem a chave
Como se
estivesse perdida.
Mas não: que
não se perca, já que não se acaba.
Não
esconda-a tão bem
Pois talvez
alguém
Canse de
esperar tua procura
Nessa sala
escura
Que a vela
ilumine e aqueça
Coração tão
frio como sua cabeça
Mas não
esqueça
Do conforto
apreensivo
Raynnara Uchoa Magalhães
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